O Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, é conhecido por brincadeiras e pegadinhas, mas, no mundo digital, a disseminação de fake news acontece o ano todo. Algumas notícias falsas se espalham rapidamente e chegam a causar pânico na população. Nos últimos anos, Minas Gerais registrou diversas histórias falsas que viralizaram e precisaram ser desmentidas por órgãos oficiais.
Mosca do lixo transmite tuberculose em BH
Em novembro de 2024, um áudio de um suposto biólogo e agente de endemias assustou a população de Belo Horizonte. A mensagem alertava sobre a transmissão de tuberculose pela “mosca do lixo” por meio do contato com a pele, mencionando casos em unidades de pronto atendimento (Upas) da capital e em Poços de Caldas, no Sul de Minas.
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) desmentiu a informação, esclarecendo que a tuberculose não é transmitida por insetos. A doença é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e se propaga pelo ar, através de tosse, espirro ou fala.
Falso ataque de onça assusta moradores da Grande BH
Em outubro de 2024, após uma jaguatirica ser atropelada na rodovia LMG-808, em Contagem, começaram a circular mensagens alarmantes sobre um suposto ataque de onça na região. Alguns moradores chegaram a afirmar que três felinos estavam atacando animais e pessoas.
A Prefeitura de Contagem negou qualquer registro de ataques de onças na cidade, e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) reforçou que não havia indícios de predadores ameaçando a população.
Radar de 30 km/h na barragem da Pampulha
Um vídeo que viralizou em janeiro de 2025 mostrava um suposto radar “escondido” na barragem da Pampulha, em Belo Horizonte, com velocidade máxima de 30 km/h.
A PBH esclareceu que o radar ainda não estava em operação e que a velocidade fiscalizada seria de 60 km/h. Além disso, antes do início do funcionamento do equipamento, haveria sinalização adequada para os motoristas.
Fim da merenda gratuita em escola de MG
Em 2023, alunos da Escola Estadual Professor Gastão Valle, em Bocaiúva, espalharam uma notícia falsa como parte de um trabalho escolar sobre fake news. Um cartaz informava que a merenda escolar deixaria de ser gratuita e passaria a ser vendida na cantina.
A informação viralizou entre os estudantes, e a direção da escola precisou desmentir o boato, garantindo que a merenda continuaria sendo oferecida gratuitamente.
Fake news sobre hambúrguer de carne de cães em Pedro Leopoldo
Em dezembro de 2022, um empresário de Pedro Leopoldo viu seu negócio ameaçado por um vídeo falso que afirmava que sua lanchonete vendia hambúrgueres feitos com carne de cachorro. A gravação, que mostrava o dono do estabelecimento desossando cordeiros para festas de fim de ano, foi distorcida por usuários das redes sociais.
O boato se espalhou e o empresário chegou a receber ameaças. Após esclarecimentos e desmentidos, a situação foi contornada.
Mulher afirma que PBH estava enterrando caixões vazios na pandemia
Em janeiro de 2020, a Polícia Civil de Minas Gerais indiciou uma mulher que gravou um vídeo afirmando que caixões estavam sendo enterrados com pedras no lugar de vítimas da Covid-19.
A PBH negou as alegações e explicou que todos os sepultamentos nos cemitérios municipais eram realizados mediante apresentação de atestado de óbito. A mulher, identificada como Valdete Zanco, foi processada por denunciação caluniosa e provocação de pânico, além de divulgar um vídeo pedindo desculpas.
Ameaças de massacres em escolas causam pânico em MG
Em 2023, diversas ameaças falsas de ataques em escolas mineiras circularam nas redes sociais, provocando medo entre alunos, pais e professores.
Na PUC Minas, unidade Coração Eucarístico, mensagens sobre um suposto massacre fizeram com que a instituição precisasse se manifestar oficialmente para acalmar a comunidade acadêmica. No mesmo ano, um áudio afirmando que um homem preso por apologia ao nazismo planejava atacar escolas em Piraúba, na Zona.
Fonte: O Tempo.















