O Conselho Estadual de Educação (CEE-MG), publicou, nesta quinta-feira (17), no Diário Oficial do Estado, várias recomendações para quando as aulas presenciais voltarem na rede estadual e nas escolas particulares de Minas Gerais.
Embora a data ainda não tenha sido estabelecida, pelo governo, o CEE-MG estipulou medidas sanitárias para quando o retorno acontecer. Entre outras medidas, as escolas deverão ser higienizadas a cada troca de turno. Os alunos deverão deixar seu material na escola e evitar contatos físicos, entre sim, como beijos, abraços e apertos de mão.
“A volta às atividades escolares presenciais deve ser gradual, por grupos, etapas e níveis. Em geral, as medidas são definidas por meio de protocolos que envolvem questões como distanciamento físico dos estudantes, cuidado com aglomerações, escalonamento de horários de entrada e saída, reorganização do horário de merenda e sua oferta, com atenção especial para os talheres, pratos e alimentação, protocolos de higiene, uso de máscaras, lavagem das mãos, com frequência, proteção aos funcionários mais velhos, intervalos e recreios alternados, atenção ao uso dos banheiros, atenção para as janelas e portas, que devem ficar abertas, na sala de aula”, orienta o CEE-MG.
Confira abaixo as principais medidas sanitárias recomendadas pelo CEE-MG
– Readequação da disposição do mobiliário, nas salas de aula, de modo a assegurar a observância do distanciamento mínimo necessário.
– Adequação do número de estudantes, por sala, considerando a metragem quadrada de espaço individual.
– Observância do distanciamento mínimo entre funcionários, na secretaria escolar e demais dependências administrativas da escola.
– Estabelecimento de rotinas de revezamento, nos horários de entrada, saída, intervalos e demais deslocamentos coletivos, se necessário, de estudantes, com o intuito de se evitar aglomerações.
– As atividades de educação física, quando realizadas, devem observar o distanciamento mínimo de 1,5 metro e ocorrerem, preferencialmente, em locais abertos e arejados, quando não for possível sua realização, em sala de aula.
– Prioridade para ventilação natural dos ambientes, evitando-se, sempre que possível, a utilização de aparelhos de ar condicionado e ventiladores.
– Demarcação e sinalização de espaços, dentro das escolas, para que os alunos mantenham distância entre si.
– Suspensão de festas, comemorações e demais atividades pedagógicas que gerem aglomeração dos membros da comunidade escolar.
– Contatos físicos, tais como beijos, abraços e apertos de mão deverão ser evitados.
– Higienização das dependências da escola, a cada troca de turno.
– Os banheiros e a cozinha deverão ser higienizados, a cada três horas, ou sempre que se verificar sujidades ou umidade.
– Estudantes e equipe escolar devem ser instruídos a evitarem colocar as mãos em corrimãos, batentes, maçanetas e botões de elevador. Tais locais devem ser, constantemente, higienizados.
– O uso de materiais descartáveis deve ser priorizado.
– A comunidade escolar deve ser incentivada a utilizar garrafinhas de água individuais.
– O acesso à escola, por estudantes, funcionários e comunidade escolar deve ser feito mediante aferição de temperatura.
– Abastecimento constante, de todos os lavatórios e pias, com sabonete líquido e papel toalha. Suporte com papel toalha, lixeira com tampa e acionamento por pedal e dispensadores com álcool em gel deverão ser disponibilizados, em pontos de maior circulação.
– Recomendação de colocação de tapetes com solução higienizadora para limpeza dos calçados, antes de adentrar na escola, além de dosadores de álcool gel, na entrada de todas as unidades escolares, para que alunos e profissionais higienizem as mãos, ao entrarem e saírem da escola.
– As refeições devem ser realizadas, preferencialmente, nas salas de aula, ou deve-se estabelecer um uso escalonado do refeitório, assegurando o distanciamento mínimo entre os usuários.
– Nas localidades em que seja ofertado transporte escolar, deverão ser observadas as regras de distanciamento social, reduzindo-se o número de estudantes, por veículo.
Segundo o CEE-MG, as recomendações são baseadas em “experiências internacionais, pesquisas e estudos publicados por instituições e organizações das áreas educacionais e de saúde”.

















