Três freiras austríacas na casa dos 80 anos — Bernadette (88), Regina (86) e Rita (82) —, que haviam sido internadas contra a vontade em uma casa de repouso, foram autorizadas a permanecer no convento Kloster Goldenstein, nos arredores de Salzburgo, “até segunda ordem”.
A decisão, no entanto, vem com restrições: as freiras só poderão continuar no convento se suspenderem suas postagens nas redes sociais. Desde seu retorno em setembro, auxiliadas por antigos alunos e um chaveiro, elas ganharam grande atenção online, conquistando quase 100 mil seguidores no Instagram e milhares de outros no Facebook.
O reitor da Abadia de Reichersberg, Markus Grasl, destacou que a permissão é temporária e condicionada a medidas como impedir o acesso de visitantes à parte fechada do convento. Em troca, receberão assistência médica e espiritual de um padre. Até o momento, as freiras ainda não se pronunciaram sobre concordar com as condições.
As irmãs passaram décadas no castelo Schloss Goldenstein, transformado em convento e escola particular para meninas em 1877, onde Bernadette estudou e Regina chegou a ser diretora. A comunidade religiosa foi oficialmente dissolvida em 2024, com direito de residência vitalício às freiras, desde que sua saúde e capacidade mental permitissem.
Em declarações à BBC, a irmã Bernadette disse:
“Antes que eu morra naquela casa de idosos, prefiro ir para uma campina e entrar na eternidade desta forma.”
O caso chamou atenção internacional, destacando o impacto das redes sociais na vida de figuras tradicionais e a resistência das freiras em manter sua autonomia e vínculo com o convento.
Créditos: Texto: BBC | Fotos: Bethany Bell/BBC

















