O adoecimento mental de profissionais que atuam no call center responsável pelos números 190, 193 e 197 em Minas Gerais foi tema de debate na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (4/12). Representantes da categoria relataram desgaste crescente, atribuído principalmente ao acúmulo de funções, à cobrança por agilidade e ao que classificam como assédio moral no ambiente de trabalho.
Os atendentes, contratados pela Minas Gerais Administração e Serviços S.A. (MGS), afirmam enfrentar pressão constante devido ao aumento da demanda e à unificação dos serviços de emergência. Segundo relatos apresentados na audiência pública da Comissão do Trabalho, Previdência e Assistência Social, a fusão das centrais fez com que um mesmo operador passasse a atender chamadas direcionadas à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros e ao Disque-Denúncia da Polícia Civil, elevando a complexidade das tarefas.
Outro ponto citado foi a escala de trabalho, que, de acordo com os representantes dos trabalhadores, não garante folgas regulares nos fins de semana, contribuindo para a sobrecarga. Entidades sindicais afirmam que o cenário tem resultado em adoecimento psicológico, queda de desempenho e afastamentos.
A direção da MGS, por sua vez, negou as acusações de assédio e afirmou que a empresa cumpre todas as normas trabalhistas, além de oferecer acompanhamento e suporte aos operadores. A Sejusp também informou, durante a audiência, que a reestruturação busca padronizar o atendimento e melhorar a resposta ao cidadão.
O debate segue na ALMG, que deve solicitar novas informações aos órgãos responsáveis e acompanhar a situação dos trabalhadores.
Fonte do texto: Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)
Crédito da foto: ALMG / Divulgação (caso utilize imagem da própria matéria)
















