Instituições financeiras e de pagamento excluíram chaves Pix de cerca de 9,1 milhões de brasileiros nos últimos dez meses devido a irregularidades no CPF junto à Receita Federal. A medida segue determinação do Banco Central e tem como objetivo reforçar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos e dificultar a prática de fraudes.
Foram canceladas chaves vinculadas a CPFs suspensos, nulos ou cancelados, além de registros de pessoas já falecidas. Segundo o Banco Central, a ação não tem relação com inadimplência tributária, mas com a necessidade de manter a base de dados do Pix atualizada e confiável. O número de exclusões superou a estimativa inicial, que previa impacto em cerca de 8 milhões de chaves.
De março até 20 de dezembro, foram eliminadas aproximadamente 13,4 milhões de chaves de pessoas físicas e cerca de 5 milhões pertencentes a pessoas jurídicas. No caso das empresas, 3,4 milhões tinham CNPJ em situação irregular na Receita Federal. Problemas de grafia nos dados cadastrais representaram a maior parte das inconsistências identificadas.
O reforço na segurança do Pix ganhou prioridade após registros de ataques cibernéticos e desvios milionários. Nos últimos meses, o Banco Central também excluiu definitivamente dezenas de instituições do sistema e suspendeu outras por fragilidades nos mecanismos de prevenção a fraudes. Desde a adoção dessas medidas, não houve novos ataques registrados.
Para 2026, o Banco Central prevê novos aperfeiçoamentos, como o desenvolvimento de um indicador de risco de fraude, baseado em inteligência artificial, que deve auxiliar instituições financeiras na análise das transações. A ferramenta, no entanto, só deve entrar em operação em 2027. O órgão também avalia ajustes no mecanismo de contestação do Pix e a criação de regras para operações realizadas no exterior, com o objetivo de aumentar a transparência e reduzir riscos de lavagem de dinheiro.
Fonte da matéria: O Tempo / Folhapress.
Fonte da foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil.
















