O crescimento do uso da inteligência artificial tem impulsionado a criação de imagens falsas de nudez, conhecidas como deepnudes, que utilizam rostos reais para montar conteúdos eróticos sem consentimento. Especialistas afirmam que esse tipo de material é cada vez mais difícil de identificar e pode causar sérios danos psicológicos às vítimas.
Segundo profissionais da área de tecnologia e educação digital, as ferramentas de IA são treinadas com grandes bancos de imagens e conseguem reproduzir com alto grau de realismo detalhes de pele, luz e expressão facial. O resultado são montagens que parecem autênticas, mesmo sendo totalmente falsas.
Apesar da sofisticação, alguns sinais podem indicar manipulação, como mãos e dedos deformados, pele excessivamente uniforme, borrões em tatuagens ou objetos e expressões faciais rígidas. Ainda assim, em muitos casos, apenas uma perícia técnica consegue comprovar a falsificação.
Casos desse tipo têm se tornado mais frequentes e atingem tanto adultos quanto adolescentes. Especialistas reforçam que a prática é crime no Brasil e orientam que vítimas busquem canais oficiais para denunciar e solicitar a remoção do conteúdo das plataformas digitais.
Além da responsabilização criminal dos autores, a legislação permite que as vítimas recorram a mecanismos legais para retirada rápida das imagens e reparação dos danos causados.
Fonte da matéria: Rádio Itatiaia
Fonte da imagem: Freepik















