Um laudo elaborado pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) revelou que a leoa Pretória e a chimpanzé Kelly faleceram devido a complicações anestésicas. As mortes ocorreram em novembro do ano passado, no Zoológico de Belo Horizonte. A pesquisa identificou que os óbitos foram consequentes de fatores multifatoriais relacionados à fisiologia, condições de saúde individuais dos animais e as limitações do manejo de fauna silvestre, sem qualquer indício de erro ou comportamento inadequado por parte da equipe veterinária.
A análise levou em conta laudos de necrópsia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma avaliação farmacológica realizada pela Polícia Civil e um laudo de análise comparativa sobre os anestésicos utilizados. Os documentos indicam que as complicações no procedimento anestésico podem ter sido influenciadas por comorbidades que já existiam antes da chegada dos animais ao zoológico. Além disso, os laudos sobre os anestésicos não apresentaram sinais de contaminação ou alteração nos frascos.
A pesquisa envolveu visitas técnicas ao zoológico, entrevistas com a equipe médica do local, bem como a análise de documentos e relatórios clínicos anteriores à chegada dos animais. Por exemplo, o Laudo Anatomopatológico da leoa Pretória revelou que o animal estava com sobrepeso significativo, pneumonia e diversas outras condições pulmonares que afetavam a respiração. Por outro lado, a necrópsia da chimpanzé Kelly constatou obesidade moderada, inflamação cardíaca e outras anormalidades uterinas.
A conclusão da comissão de sindicância ressalta que não houve superdosagem de anestésico e que as intervenções feitas pelos veterinários estavam devidamente justificadas.
*Fonte: BHAZ*
*Foto: Reprodução*


















