A decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de suspender o processamento de pedidos de visto para 75 países, incluindo o Brasil, gerou dúvidas entre viajantes brasileiros sobre possíveis impactos no turismo. Entidades do setor afirmam, no entanto, que a medida não atinge vistos de turismo e negócios, os mais utilizados pelos brasileiros.
Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), a suspensão anunciada refere-se exclusivamente a vistos de caráter imigratório, sem interferência nas categorias B-1 (negócios) e B-2 (turismo), que continuam sendo emitidas normalmente.
Em nota, a entidade destacou que os vistos de curta duração permanecem válidos e que a divulgação correta das informações é essencial para evitar insegurança no mercado de viagens. A presidente da ABAV, Ana Carolina Medeiros, reforçou que o setor acompanha os desdobramentos junto às autoridades consulares, mas que não há motivo para preocupação entre turistas brasileiros.
A informação sobre a suspensão foi divulgada pelo site Fox News Digital, que apontou o início da medida para a próxima quarta-feira (21 de janeiro), por tempo indeterminado. O objetivo do governo norte-americano seria restringir a concessão de vistos a solicitantes considerados com maior risco de se tornarem dependentes de assistência pública.
Impacto em Minas Gerais
O presidente da ABAV-MG, Alexandre Xavier Brandão, afirmou que a decisão não deve provocar impactos negativos no turismo mineiro. Segundo ele, apenas uma eventual inclusão dos vistos de turismo na suspensão poderia afetar o setor. “Da forma como foi anunciada, a medida não altera o cenário para viagens turísticas”, avaliou.
Brasileiros entre os que mais viajam aos EUA
Dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos mostram que o fluxo de brasileiros no país segue elevado. Entre janeiro e julho de 2025, 1,1 milhão de brasileiros ingressaram nos EUA, número 4,6% superior ao registrado no mesmo período de 2024.
O Brasil figura entre os países cujos cidadãos mais visitam os Estados Unidos, ficando atrás apenas do Reino Unido e da Índia, quando excluídos Canadá e México, que lideram o ranking por proximidade geográfica.
Fonte da matéria: O Tempo
Fonte da foto: Freepik (imagem ilustrativa)


















