Brasil registra quatro feminicídios por dia em 2025 e atinge maiores números da história

Por Dentro De Tudo:

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Em 2025, o Brasil registrou quatro feminicídios por dia, totalizando 1.470 casos, além de 3.702 tentativas de feminicídio contra mulheres. Os números, os maiores da série histórica, já refletem uma escalada que se mantém ano após ano. Também em 2025, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraíba ainda não haviam incluído os feminicídios registrados em dezembro no sistema do Ministério da Justiça, o que aponta que a contabilidade pode aumentar nos próximos dias.

O feminicídio foi incluído na lei como agravante do homicídio em 2015. Nove anos depois, passou a ser crime autônomo: matar mulher pela simples razão de ser mulher. A pena máxima aumentou de 30 para 40 anos, sendo a punição mais elevada prevista na lei brasileira. No entanto, os números mostram que esse avanço legal não inibiu os criminosos.

O secretário nacional de Segurança Pública ressaltou que é preciso investir na estrutura de acolhimento das delegacias e no treinamento dos agentes públicos. “Quando a mulher se sente segura e acolhida no momento em que faz a primeira denúncia, ela volta na segunda agressão e, a partir daí, conseguimos com medidas protetivas e a legislação estancar o feminicídio”, disse Mario Sarrubbo.

Para a diretora de projetos do Instituto Sou da Paz, Natália Pollachi, é necessário mais investimento em medidas urgentes para salvar quem está em perigo hoje. “A gente tem, felizmente, uma geração de mulheres que cada vez menos aceita ser sujeita a diversos tipos de violência, física, psicológica, patrimonial, sexual. É preciso fazer cumprir as medidas protetivas: afastamento do lar, uso de tornozeleira eletrônica, apreensão da arma de fogo. Essas medidas precisam ser implementadas de fato”, afirmou.

A reportagem também lembra de um caso emblemático: Ana Carolina Pereira Santana foi morta a facadas pelo namorado, Lucas Alves Pereira, em fevereiro de 2025. Natalie Pereira da Cunha, mãe de Ana Carolina, expressou a dor de quem fica: “Eu mais existo, do que vivo, porque tudo me lembra ela.” Natalie ainda disse que não entende por que a filha foi vítima de uma violência tão brutal, acreditando que o ciúme possa ter motivado o crime, ainda que nada tenha sido divulgado antes.

Crédito da foto: não informado
Fonte: G1 via g1.globo.com

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