Mulher internada após uso de caneta emagrecedora do Paraguai é diagnosticada com síndrome neurológica, informa família

Por Dentro De Tudo:

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Uma mulher de 42 anos permanece internada em Belo Horizonte após apresentar complicações de saúde associadas ao uso de uma caneta emagrecedora adquirida no Paraguai, comercializada de forma irregular no Brasil e sem prescrição médica. Segundo familiares, ela foi diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré, condição neurológica rara caracterizada pelo comprometimento dos nervos periféricos.

De acordo com parentes, o quadro clínico é considerado estável e a paciente apresenta evolução gradativa. O tratamento inclui medidas para conter a progressão da doença e suporte multidisciplinar, com previsão de acompanhamento prolongado.

Os primeiros sintomas surgiram após o uso do medicamento, inicialmente com dores abdominais. Com a evolução do quadro, houve o aparecimento de fraqueza muscular e alterações neurológicas. A paciente chegou a ser internada no Hospital João XXIII em dezembro, recebeu alta dias depois, mas precisou retornar ao hospital após agravamento do estado de saúde. Atualmente, está internada no Hospital das Clínicas da UFMG.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária alerta que medicamentos sem registro no país não possuem garantia de procedência, segurança ou eficácia. Em casos de produtos irregulares, há risco de composição diferente da informada, o que pode causar efeitos adversos graves. Em novembro de 2025, a agência proibiu a importação, a comercialização e o uso de determinadas canetas emagrecedoras sem autorização no Brasil.

A família reforça o alerta para que medicamentos sejam utilizados apenas com orientação médica e adquiridos por meios regulares.

Fonte: g1 Minas

Crédito da foto: Arquivo pessoal

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