Corrida por aplicativo de R$ 13 vira cobrança de R$ 1,4 mil

Por Dentro De Tudo:

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No dia 15 de janeiro, um caso de suposta cobrança indevida em uma corrida por aplicativo ganhou repercussão nas redes sociais e passou a ser apurado após despertar forte mobilização em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A denúncia partiu da família de uma idosa, que afirma ter pago R$ 1.411,19 por uma corrida cujo valor correto seria R$ 13,45, percebendo o erro logo em seguida.

Ainda conforme os familiares, a idosa e a família teriam tentado contato com o motorista após identificar a cobrança, mas não obtiveram retorno. Alegam que o contato foi supostamente bloqueado. Diante da situação, a filha mais velha publicou um relato nas redes sociais, que rapidamente ganhou alcance significativo e passou a ser compartilhado por páginas e blogs da cidade, com acusações ao motorista.

Após a repercussão, o homem teria comparecido à delegacia para prestar esclarecimentos e devolveu o valor recebido. A família da passageira questiona o fato de o estorno não ter ocorrido no mesmo dia ou logo após a identificação do pagamento indevido.

O motorista nega qualquer intenção de fraude, sustenta que houve erro de digitação no pagamento e afirma ter sido alvo de exposição indevida, ameaças e prejuízos financeiros após a divulgação do caso.

O que ele afirma sobre a versão apresentada diz que a corrida foi realizada normalmente e que o pagamento via código QR foi digitado pela própria passageira. Segundo o relato dele, não há conferência de valores recebidos a cada corrida, e ele continuou trabalhando ao longo do dia sem perceber o erro.

No dia 16 de janeiro, ao verificar a conta bancária, o motorista identificou o crédito de R$ 1.411,19. Ele conta que o valor chegou a ser contestado no mesmo dia da transação, levando-o a crer que o estorno ocorreria automaticamente entre as instituições financeiras. Quando o valor retornou à sua conta, afirmou ter ficado receoso de se tratar de um golpe conhecido, no qual a pessoa transfere o valor, contesta a operação e, após uma devolução manual, o dinheiro acaba debitado duas vezes.

O motorista também sustenta que não recebeu mensagens ou ligações da passageira e que, após o encerramento da corrida, o contato direto entre passageiro e motorista é automaticamente bloqueado pelo sistema do aplicativo. Por esse motivo, ele afirmou ter aguardado que alguém entrasse em contato de forma segura para realizar a devolução.

Segundo a família dele, comentários em publicações sugeriram agressões físicas, o que gerou receio quanto à segurança.

Após a repercussão, a conta do motorista foi suspensa de forma definitiva, prejudicando a principal fonte de renda da família. Ele afirma atuar como motorista por aplicativo há mais de dois anos, ter realizado mais de 10 mil corridas e manter avaliação máxima dos usuários.

Na casa dele vivem uma idosa, dois netos e um filho cadeirante, que depende de cuidados contínuos. A família afirma que a renda obtida com as corridas era essencial para custear as despesas básicas e auxiliar no tratamento do filho, já beneficiado por campanhas solidárias.

O caso segue sob investigação, com versões distintas apresentadas pelas partes envolvidas.

Crédito da foto: Divulgação

Fonte: G1 Região dos Lagos (via g1.globo.com)

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