O uso da internet via satélite da Starlink tem crescido entre motoristas brasileiros, sobretudo em regiões com sinal de celular instável. Apesar disso, a instalação da antena em veículos pode resultar em multa, pontos na carteira e até retenção do carro, dependendo da forma como o equipamento é fixado.
Em esclarecimento ao UOL Carros, a Polícia Rodoviária Federal informou que não há proibição direta ao uso da Starlink em automóveis. O alerta, porém, recai sobre a instalação inadequada da antena, especialmente quando ela compromete a visibilidade do condutor.
Segundo a PRF, o problema não é o equipamento em si, mas o risco que ele pode causar à segurança viária. Se a antena estiver posicionada no para-brisa ou nos vidros laterais dianteiros, criando pontos cegos fixos, a situação configura infração de trânsito. O enquadramento ocorre com base no Código de Trânsito Brasileiro, que proíbe a circulação de veículos com qualquer objeto que prejudique o campo de visão do motorista.
Nesses casos, a infração é considerada grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a regularização. A PRF já realizou ações de fiscalização e orientação em ao menos três estados, diante do aumento de ocorrências envolvendo o uso inadequado da antena.
O que é a Starlink
Para acessar o serviço, é necessário adquirir uma antena que custa cerca de R$ 1.799 e mede aproximadamente 30 centímetros. O plano mais barato oferece 50 GB de dados por R$ 315 mensais. A principal vantagem é a conexão via satélite, que funciona mesmo em áreas remotas, o que explica a adoção por profissionais que atuam em regiões rurais e por motoristas que percorrem longas distâncias.
Como instalar corretamente
De acordo com a PRF, a antena não pode ser fixada no para-brisa nem nos vidros dianteiros. Especialistas em trânsito ressaltam que qualquer objeto nessas áreas compromete a visibilidade e aumenta o risco de acidentes. A orientação é que a instalação seja feita em locais que não interfiram no campo visual do condutor, respeitando as normas do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito.
Crédito do texto: Marcelo Fraga / Itatiaia
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