A história de Pedro Leopoldo começou muito antes de sua emancipação. A formação cárstica da região favoreceu o surgimento de grutas que serviram de abrigo para povos pré-históricos, deixando registros arqueológicos como fósseis humanos, pinturas rupestres e instrumentos de cerâmica. Esses vestígios despertaram o interesse do naturalista dinamarquês Peter Lund, que se estabeleceu na região por volta de 1835 para estudar a pré-história local.
Durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, o território integrou rotas de abastecimento das áreas mineradoras. Fazendas da região produziam alimentos e criavam animais, mantendo intenso comércio com os centros auríferos. No fim do século XIX, um novo impulso econômico marcou a localidade: em 1895, foi inaugurada uma fábrica têxtil que aproveitou o potencial hidráulico da Cachoeira Grande, atraindo trabalhadores e suas famílias.
No mesmo ano, a chegada da estrada de ferro, com a inauguração da Estação Ferroviária Dr. Pedro Leopoldo, da Central do Brasil, consolidou o desenvolvimento do arraial. A ferrovia facilitou o transporte de matérias-primas, produtos industrializados e da produção agrícola, além de integrar a região a outras localidades. Com o tempo, o antigo nome Cachoeira Grande deu lugar a “Pedro Leopoldo”, em referência à estação ferroviária.
A emancipação ocorreu com a Lei Estadual nº 843, de 1923, e o município foi oficialmente instalado em 27 de janeiro de 1924, marco que simboliza a autonomia administrativa e a consolidação de sua identidade histórica.
Nesta terça-feira (27), Pedro Leopoldo celebra 102 anos de emancipação político-administrativa, data reconhecida como feriado municipal, reforçando a importância histórica do município e a trajetória construída ao longo de mais de um século.
























