Postos cobram até 20% a mais pelo mesmo combustível em BH, aponta pesquisa

Por Dentro De Tudo:

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Uma pesquisa realizada pelo site MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta.com, identificou forte variação nos preços dos combustíveis em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. O levantamento ocorreu entre os dias 28 e 30 de janeiro de 2026 e analisou valores praticados em 190 postos. A pesquisa reforça a necessidade de comparar preços antes de abastecer, uma vez que as diferenças entre os postos continuam elevadas e impactam diretamente o orçamento do consumidor ao longo do mês.

Em relação à gasolina comum, os preços variaram entre R$ 5,74 e R$ 6,88, o que representa uma variação de 19,86% entre os estabelecimentos pesquisados. Apesar da diferença elevada, o preço médio caiu em relação ao início do mês: em 7 de janeiro o valor médio era de R$ 6,33, e ao fim do levantamento recuou para R$ 6,27, queda de 1% (R$ 0,06). Ainda assim, o consumidor continua encontrando preços bastante distintos dependendo do local de abastecimento.

O etanol apresentou a maior oscilação entre os combustíveis analisados. Os preços variaram de R$ 4,19 a R$ 5,05, uma diferença de 20,53%. Além disso, o preço médio subiu de R$ 4,71 para R$ 4,74, alta de 0,72%, o que representa um aumento de R$ 0,03 no período. Atualmente, a relação entre o preço médio do etanol e da gasolina está em 75,5%. Como esse percentual supera o limite de 70%, o etanol deixa de ser considerado economicamente viável segundo o cálculo tradicional de consumo.

Quando a análise considera o custo por quilômetro rodado, os valores entre gasolina e etanol ficam próximos. A gasolina, com rendimento médio estimado de 11,5 km por litro, apresenta custo de R$ 0,54 por quilômetro. Já o etanol, com consumo médio de 8,5 km por litro, gera custo de R$ 0,56 por quilômetro. Dessa forma, a gasolina mantém uma leve vantagem econômica para o motorista.

O diesel S10 também apresentou variações relevantes entre os postos. Os preços oscilaram entre R$ 5,69 e R$ 6,69, o que corresponde a uma diferença de 17,57%. Apesar disso, o preço médio permaneceu estável em R$ 6,06, praticamente sem alteração em relação ao início de janeiro.

Segundo Feliciano Abreu, do MercadoMineiro, os dados mostram que pesquisar antes de abastecer continua sendo fundamental. As diferenças de preços entre os postos seguem elevadas e impactam diretamente o orçamento do consumidor ao longo do mês. Os interessados podem acompanhar a pesquisa completa e as atualizações diárias no site mercadomineiro.com.br e no aplicativo comOferta.com, que disponibilizam fotos geolocalizadas dos postos pesquisados e contam com a participação ativa da comunidade.

Crédito da foto: não informado
Fonte: DeFato Online

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