Por Viviane de Barros Moreira
As pequenas e médias empresas exercem um papel central no desenvolvimento econômico dos municípios brasileiros. São elas que geram a maior parte dos empregos formais, movimentam o comércio local e mantêm viva a economia regional.
Apesar dessa relevância, o pequeno empreendedor ainda enfrenta desafios estruturais importantes, especialmente no campo tributário e regulatório. A burocracia excessiva, a complexidade das obrigações fiscais e a insegurança jurídica criam um ambiente desfavorável para quem não dispõe de grandes estruturas administrativas.
O fortalecimento das economias locais passa necessariamente por políticas públicas que reconheçam essa realidade. Simplificação, orientação e previsibilidade são mais eficazes do que modelos excessivamente punitivos, que acabam afastando o empreendedor da formalidade.
Municípios que valorizam o pequeno empresário colhem resultados diretos: aumento da arrecadação, geração de renda e maior estabilidade social. Criar condições para que essas empresas prosperem não é um benefício setorial, mas uma estratégia de desenvolvimento.
É preciso compreender que desenvolvimento econômico não nasce apenas de grandes projetos, mas da soma de milhares de pequenos negócios funcionando de forma regular, segura e sustentável. Valorizar o empreendedor local é investir no futuro do município.
Viviane de Barros Moreira – especialista em gestão, tributação e desenvolvimento econômico

















