A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou, nesta quinta-feira (05), a investigação sobre a morte de uma mulher de 42 anos durante um procedimento cirúrgico estético ocorrido em 11 de dezembro do ano passado, em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. A médica, de 28 anos, foi indiciada por homicídio doloso na modalidade dolo eventual, ou seja, quando o agente prevê o risco de um resultado criminoso, mas continua a intervenção.
Segundo a PCMG, a profissional teria previsto o desfecho fatal e, mesmo assim, prosseguiu com a intervenção. A delegada Francielle Drumond afirmou que as evidências indicam que a morte decorreu de uma sequência de falhas técnicas e decisões de alto risco atribuídas à responsável pelo procedimento. “Entre os fatores apurados estão a perfuração da artéria femoral da paciente, associada à incapacidade de prestar socorro imediato e eficaz”, explicou a policial.
A investigação teve início logo após o falecimento, com atuação da perícia no local, instauração de inquérito policial, oitiva de oito testemunhas, levantamentos investigativos e análise de laudos periciais.
Imperícia
Na conclusão do inquérito, destacaram-se a ausência de especialização adequada para a realização do procedimento, a administração de sedação com uso de propofol sem a presença de anestesista, a inexistência de monitorização contínua da paciente e a realização da cirurgia em ambiente sem equipamentos de suporte à vida, conforme esclarecido pela delegada.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise pelo Ministério Público e adoção das providências legais cabíveis.
O post Médica é indiciada por morte em procedimento estético em Montes Claros apareceu primeiro em BHAZ.
Fonte do texto: BHAZ
Foto: BHAZ


















