Uma moradora prestou depoimento à polícia e admitiu ter sido responsável pela primeira publicação que mencionava um suposto vídeo de agressão contra o cão comunitário Orelha — registro que, segundo a investigação, nunca existiu. A declaração foi obtida pelo Fantástico.
No depoimento, a mulher afirmou que a postagem foi feita com base apenas no comentário de uma conhecida em uma rede social. Ela relatou que acreditou na informação de que um porteiro teria filmado adolescentes agredindo o animal e que, depois, teria sido coagido a apagar o conteúdo. Ao perceber a repercussão e a possibilidade de represálias contra crianças, disse ter se arrependido da publicação.
Questionada pela polícia, a moradora confirmou que nunca chegou a ver o suposto vídeo. Segundo ela, ao confiar em um relato de terceiros sem checar a veracidade, reconhece que errou ao divulgar a informação.
O caso do cão Orelha é investigado como maus-tratos seguidos de morte. O animal, que vivia na região da Praia Brava, foi encontrado ferido no início de janeiro e morreu após atendimento veterinário. Um laudo indireto apontou que a causa da morte teria sido um golpe na cabeça com objeto contundente, e as apurações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público.
Fonte do texto: Fantástico / g1
Fonte da foto: Reprodução/Redes sociais

















