Áudios obtidos pelo programa Fantástico revelam que o proprietário de uma academia na Zona Leste de São Paulo orientava, por aplicativo de mensagens, o funcionário responsável pela piscina a aumentar a quantidade de cloro na água. Em uma das gravações, o empresário afirma: “Hoje, a hora em que você for, a gente mede e dá uma clorada mais forte pra amanhã estar bonita”.
A vítima foi a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu após inalar gás cloro liberado na área da piscina. Segundo a investigação, a substância tóxica teria sido gerada a partir da mistura inadequada de produtos utilizados no tratamento da água. Testemunhas relataram que um balde próximo à borda começou a liberar uma fumaça amarelada antes de os frequentadores sentirem ardência nos olhos, queimação na garganta e falta de ar.
De acordo com a defesa, o funcionário que realizava a manutenção era manobrista e não possuía formação técnica para o manuseio de produtos químicos. Ele enviava fotos do medidor de cloro ao proprietário e aguardava instruções sobre a dosagem. Especialistas explicam que a combinação de hipoclorito ou dicloro com ácido pode liberar cloro gasoso — substância altamente irritante e potencialmente fatal quando inalado em alta concentração.
A Polícia Civil investiga o caso sob suspeita de negligência e exposição de pessoas a gases tóxicos. A Justiça negou o pedido de prisão temporária dos empresários. O marido da vítima e um adolescente que também passaram mal foram hospitalizados, mas já receberam alta.
Fonte: Fantástico
Imagens: Reprodução/TV Globo
















