A dor no joelho é uma das queixas mais frequentes nos consultórios e pode ter causas que variam de sobrecarga muscular a lesões estruturais ou doenças inflamatórias. Especialistas explicam que o primeiro passo é identificar se o quadro é agudo — geralmente após torção, queda ou atividade física — ou crônico, quando persiste por três meses ou mais.
Entre as lesões mais comuns estão as meniscais, ligamentares e de cartilagem. No campo reumatológico, condições como gota e osteoartrite (artrose) também figuram entre as principais causas. A dor muscular costuma piorar com movimentos específicos e melhorar em repouso, enquanto a dor articular tende a aparecer com carga sobre o joelho e pode vir acompanhada de rigidez ou limitação funcional.
Em quadros leves, sem inchaço importante, é possível iniciar cuidados em casa com repouso, aplicação de gelo nas primeiras 48 a 72 horas e, posteriormente, calor local. O uso de anti-inflamatórios deve ser feito com cautela e, preferencialmente, com orientação médica. Se não houver melhora após dois ou três dias, a recomendação é buscar avaliação especializada.
Sinais de alerta incluem inchaço (derrame articular), sensação de calor, travamento, estalos dolorosos, instabilidade ou dor persistente. Nessas situações, é fundamental procurar um ortopedista para diagnóstico adequado. Nem sempre exames de imagem são necessários de imediato, pois a história clínica e o exame físico costumam ser determinantes para a conduta inicial.
A prevenção envolve controle do peso, prática regular de atividade física com fortalecimento muscular e alongamentos, uso de calçados adequados e atenção à postura. Manter doenças como diabetes e hipertensão sob controle também contribui para a saúde das articulações.
Fonte: g1 – Reportagem de Silvana Reis
Imagem: Adobe Stock
















