A turbulência é um fenômeno comum na aviação, mas pode causar desconforto, tontura e enjoo em alguns passageiros. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, há regiões da aeronave onde o impacto dos solavancos tende a ser menos perceptível.
De acordo com a coordenadora do curso de Engenharia Aeronáutica da PUC Minas, os assentos próximos às asas costumam balançar menos. Isso ocorre porque essa área está mais próxima do centro de massa do avião, ponto onde o peso é distribuído de forma equilibrada e onde a amplitude dos movimentos é menor. A explicação é comparada a uma gangorra: o centro quase não se move, enquanto as extremidades sofrem maior deslocamento.
Especialistas da USP reforçam que passageiros sentados atrás das asas tendem a sentir mais os efeitos da turbulência do que aqueles posicionados à frente. Isso porque o fluxo de ar se torna mais instável após passar pelas asas. Ainda assim, a diferença na percepção do balanço ao longo da cabine costuma ser sutil, já que a aeronave é uma estrutura rígida.
O porte do avião também influencia. Aeronaves maiores, utilizadas em voos comerciais, possuem mais massa e respondem de forma mais lenta às variações do ar, o que reduz a sensação de chacoalhamento em comparação com aviões menores.
Apesar do desconforto, especialistas ressaltam que a turbulência, por si só, não derruba um avião. Aeronaves comerciais são projetadas para suportar condições severas. O principal risco está dentro da cabine, com possíveis deslocamentos de passageiros e objetos. Por isso, a recomendação é manter o cinto de segurança afivelado durante todo o voo.
Fonte: g1 – 22 de fevereiro de 2026
















