O laudo pericial elaborado pela Polícia Científica de Santa Catarina após a exumação do corpo do cão comunitário Orelha não identificou a causa da morte do animal, agredido na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. O exame foi realizado em 11 de fevereiro e integra novas diligências solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina.
Segundo o documento, não foram encontradas fraturas nos ossos do animal. No entanto, os peritos ressaltaram que a ausência de fraturas não significa inexistência de trauma cranioencefálico, já que muitos traumas não provocam fraturas visíveis, mas ainda assim podem levar à morte. Também não foi identificado qualquer vestígio que confirme a hipótese de que um prego teria sido cravado na cabeça do cão, informação que circulou nas redes sociais.
O laudo aponta ainda a presença de porosidade óssea compatível com osteomielite na região maxilar esquerda e sinais de espondilose deformante na coluna vertebral, condições crônicas sem relação com eventual agressão recente. Os peritos destacaram limitações no exame, já que o corpo estava em fase de esqueletização, restringindo a análise aos ossos remanescentes.
O caso segue sob análise do Ministério Público, que solicitou dezenas de novas diligências à Polícia Civil de Santa Catarina. A investigação tramita em segredo de Justiça por envolver adolescente, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte após ser socorrido por moradores da Praia Brava. O animal era cuidado por moradores da região e tornou-se símbolo de mobilização local após o episódio.
Crédito da foto: NSC TV / Jean Raupp
Fonte: g1 SC – 26 de fevereiro de 2026















