A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, importação e propaganda do suplemento chamado Tadala Pro Max, conhecido popularmente como “tadala natural”. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e vale para todos os lotes do produto.
Segundo a agência, o suplemento não atende às exigências sanitárias e vinha sendo fabricado por empresa não identificada, o que representa risco potencial à saúde. O produto era comercializado pela internet em versões em cápsulas e gotas, com promessa de “mais vitalidade” e aumento do “bem-estar masculino”, mas sem detalhar adequadamente sua composição.
A Anvisa ressaltou que não houve proibição da tadalafila, medicamento regularizado e amplamente utilizado no tratamento da disfunção erétil e da hiperplasia prostática benigna. Apesar do nome semelhante, o suplemento vetado não possui relação comprovada com o fármaco e não apresenta registro sanitário válido.
A tadalafila é um medicamento classificado como inibidor da enzima fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) e atua promovendo relaxamento da musculatura dos vasos sanguíneos do pênis, facilitando a ereção quando há estímulo sexual. O uso deve ocorrer exclusivamente sob prescrição médica, pois pode apresentar contraindicações e interações medicamentosas.
Especialistas alertam que produtos vendidos como “naturais” ou “alternativos” para desempenho sexual podem conter substâncias não declaradas ou em doses inadequadas, aumentando o risco de efeitos adversos. A orientação é sempre adquirir medicamentos apenas em farmácias regularizadas e com prescrição profissional.
Fonte: O TEMPO / Folhapress
Crédito da foto: Fred Magno / O TEMPO















