O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), rebateu neste sábado (28) críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a ausência de projetos de prevenção a desastres habilitados pelo Estado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O embate ocorre em meio à tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata, que já deixou ao menos 70 mortos.
Na véspera, durante evento em Brasília, Lula afirmou que o governo federal teria disponibilizado R$ 3,5 bilhões para ações de prevenção e questionou a falta de projetos apresentados pelo Estado. Segundo o ministro das Cidades, o governo mineiro não teria formalizado propostas na área.
Em resposta, Zema declarou que há dois projetos com recursos do PAC em andamento e afirmou que as iniciativas teriam sido interrompidas na gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), sendo retomadas posteriormente. O governador também mencionou que Minas teria apresentado 14 projetos em outras áreas de infraestrutura, como mobilidade e estradas, e criticou o volume de recursos efetivamente liberados.
O chefe do Executivo mineiro insinuou ainda que o Planalto criaria entraves para governos que não integram sua base política. Ele classificou como inadequado o embate político em meio ao cenário de calamidade enfrentado por cidades como Juiz de Fora e Ubá.
As declarações foram dadas no contexto da visita do presidente às áreas atingidas pelas chuvas na Zona da Mata. Lula esteve em Ubá pela manhã e, à tarde, em Juiz de Fora, onde se reuniu com autoridades locais para discutir medidas emergenciais e de reconstrução.
Crédito da matéria: Gabriel Ferreira Borges / O Tempo
Crédito da foto: Ricardo Stuckert / PR
















