Homem é preso por estupro virtual; jovem viveu 9 anos com medo até tomar coragem de denunciá-lo

Por Dentro De Tudo:

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Um homem foi preso nesta terça-feira (10), em São Gonçalo, acusado de estupro virtual, extorsão, violência psicológica e perseguição. Segundo a Polícia Civil, uma das vítimas tinha 11 anos quando começou a ser ameaçada pela internet e viveu nove anos com medo até tomar coragem para denunciá-lo, há dois meses. De acordo com as investigações, o suspeito, identificado como Ademir da Costa Verrheryen, usava perfis falsos para se aproximar de adolescentes em jogos virtuais e redes sociais. Em um dos casos, ele se apresentava como “Rayane”, uma garota da mesma idade da vítima. “Na época, ele se chamava Rayane e tinha a mesma idade que eu. É muito difícil trazer isso a tona depois de tantos anos”, relatou a jovem, que hoje tem 18 anos. Segundo a polícia, após conquistar a confiança e obter informações pessoais, o homem iniciava ameaças e chantagens, inclusive contra familiares. “Um dos meios que, infelizmente, ele conseguiu me prender a ele por tanto tempo, foi a razão das ameaças constantes à minha vida e à vida da minha família. Isso é uma manipulação emocional, uma manipulação psicológica, mental. Eu não via saída”, disse.

Investigação e prisão
A denúncia foi registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, que conduziu a investigação durante dois meses. No período, os agentes pediram à Justiça a quebra de sigilo de dados e telefônico do investigado. Segundo os policiais, o conteúdo encontrado comprovou as suspeitas. O mandado de prisão preventiva, por tempo indeterminado, foi cumprido nesta terça-feira (10), em São Gonçalo. Ele deve responder por estupro virtual, extorsão, violência psicológica e perseguição.

A delegada Mônica Areal afirmou que o suspeito intensificava as ameaças quando era contrariado. “Ameaçava ela constantemente. Quando ela tentava bloquear, já mais velha, ele mandava vários pix fazendo ameaças. Ameaçava a família dela. Até que ela conseguiu ter um relacionamento e, a partir desse momento, ela começa a se rebelar. E quando ela começa a enfrentar esse homem, ele começa a aumentar as chantagens”, afirmou a delegada. Segundo a delegada, esse tipo de crime se sustenta na violência psicológica. “É isso que esses criminosos fazem, eles falam que vão contar pra mãe, pra família. A partir do momento que ele entrou na mente é a violência psicológica, como se fosse um teia de aranha, não sai mais. Fica envolvida numa teia macabra”, disse Areal.

Outras possíveis vítimas
Durante as investigações, os agentes identificaram ao menos mais uma jovem que afirma ter sido ameaçada pelo suspeito. “Ele, simplesmente, começou através do telefone, me hackeando, me ameaçando, me mandando mensagem. Só que eu sempre o evitava. Ele criou várias linhas telefônicas com o meu CPF, várias dívidas nas linhas telefônicas, me prejudicando. Eu nunca vi ele na minha frente. Acredito eu que ele nunca me viu. Foi esses dois anos e meio vivendo isso. Então, quando eu soube que ele foi preso, me deu um alívio tão grande, tão grande”, relatou.

A Polícia Civil informou que investiga a existência de outras possíveis vítimas e orienta que qualquer pessoa que tenha sido alvo de ameaças semelhantes procure uma delegacia para registrar ocorrência. A TV Globo tenta contato com a defesa do preso.

Imagem de divulgação

Crédito da foto: Reprodução via g1
Fonte: g1.globo.com, matéria publicada em 12 de março de 2026, às 08:10.

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