O câncer colorretal, um dos mais comuns no Brasil, pode registrar um aumento preocupante nos próximos anos. Estudo aponta que a doença deve matar quase três vezes mais pessoas entre 2026 e 2030, com cerca de 127 mil óbitos no período. Especialistas explicam que esse crescimento está ligado não só ao envelhecimento da população, mas também a hábitos como o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e a falta de atividade física, fatores que vêm afetando inclusive pessoas mais jovens.
Outro problema grave é o diagnóstico tardio. Cerca de 65% dos casos são descobertos em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura. Isso acontece porque, na fase inicial, a doença costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas evidentes. Ainda assim, sinais como sangue nas fezes, alteração persistente no funcionamento do intestino, dores abdominais, anemia e perda de peso sem causa aparente não devem ser ignorados.
A principal forma de prevenção é a realização da colonoscopia, indicada a partir dos 45 anos, mesmo para quem não apresenta sintomas. O exame permite identificar e remover lesões antes que elas se tornem cancerígenas. Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal tem altas chances de cura, enquanto nos casos mais avançados o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
O alerta reforçado durante o Março Azul continua válido: a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para salvar vidas.
Crédito da matéria: Hoje em Dia
Fonte: Agência Brasil

















