Até o começo de abril, a renúncia de autoridades para concorrer a outros cargos nas eleições de outubro deve mudar o cenário político no comando de estados e municípios. Ministros, governadores e prefeitos que pretendem concorrer a cargos eletivos em outubro devem se afastar do cargo ou função que ocupam até o dia 4 de abril. Quem não deixar o cargo no prazo certo pode ser considerado inelegível.
Movimento de desincompatibilização
A desincompatibilização é o mecanismo previsto na lei eleitoral. No caso das chefias do Poder Executivo — presidência da República, governos estaduais e municipais — quem ocupa o comando tem de deixar o posto até seis meses antes do pleito se quiser concorrer a outros mandatos. Novos nomes também vão alterar o perfil da Esplanada dos Ministérios, já que, no mesmo prazo, ministros que vão disputar mandatos eletivos também devem deixar as pastas do governo Lula. O movimento destes políticos segue as regras previstas na Constituição e nas leis eleitorais. Quem pretende concorrer à reeleição pode se manter no cargo. Como o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, estes políticos precisam se desincompatibilizar até o dia 4 de abril. A Constituição e a lei eleitoral determinam a saída das autoridades dos cargos como uma forma de garantir o equilíbrio da disputa, para evitar que a força da máquina pública interfira na escolha do eleitor.
Nesta terça-feira (31) o Palácio do Planalto divulgou uma lista com 14 trocas nos ministérios do governo Lula. Lula faz primeira reunião ministerial do ano e divulga trocas em 14 ministérios. Algumas substituições ainda não foram anunciadas. É o caso do substituto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), atualmente chefiado por Geraldo Alckmin. Nesta terça, Lula disse que o vice-presidente vai concorrer à reeleição na chapa encabeçada pelo petista. A troca na Secretaria de Relações Institucionais também não foi divulgada. A titular Gleisi Hoffmann (PT) já disse que deve concorrer ao Senado. O g1 faz a lista de quem já saiu e quem deve deixar o governo Lula.
Quem deve concorrer a governos estaduais:
Fernando Haddad (PT), da Fazenda: já saiu do cargo e deve disputar o governo de São Paulo.
Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas.
Quem deve concorrer ao Senado:
Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia.
Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná.
Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo.
Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo.
André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão.
Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso.
Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá.
Quem deve concorrer à Câmara dos Deputados:
Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara dos Deputados por Pernambuco.
Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo.
Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro.
Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo.
Outros cargos e postos:
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais.
Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior e vice-presidente: vai ser vice de Lula na busca pela reeleição.
Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026.
Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo, ainda indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo.
Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: também deve sair do governo, mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou concorre à Câmara dos Deputados por Pernambuco.
Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis.
Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco.
Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano para ser o marqueteiro de Lula na campanha à reeleição.
O que está em disputa
No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Se houver segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro. Além do presidente e do vice-presidente, serão eleitos 27 governadores e outros 27 vice-governadores, 513 deputados federais, 54 senadores (2/3 da composição do Senado), 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais. Estarão em disputa os seguintes cargos: presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador de estado; senador; deputado federal; deputado estadual; deputado distrital.
Fonte: g1, via g1.globo.com
Credito da foto: acervo
Fonte da matéria: G1
Data de publicação: 1º de abril de 2026
Crédito da foto: acervo
Fonte: g1.globo.com
















