Em 2022, Mary Hellen Coelho Silva, brasileira natural de Pouso Alegre, em Minas Gerais, foi presa na Tailândia junto com outros dois brasileiros após apreensão de cocaína no aeroporto de Bangkok. A defesa da jovem de 25 anos afirma enfrentar dificuldades para obter informações atualizadas sobre a situação no país asiático desde o início deste ano. Segundo a advogada responsável pelo caso, o contato com Mary Hellen tem sido praticamente inexistente, com a comunicação que antes ocorria por meio de chamadas de vídeo com intermediação da Embaixada do Brasil, agora interrompida. A advogada Kaelly Cavoli afirmou que essa situação inviabiliza o repasse de informações essenciais tanto para a defesa quanto para a família, configurando um abandono do cidadão brasileiro detido em jurisdição estrangeira.
A defesa destaca ainda que, sem apoio consular, o acompanhamento do processo se tornou mais difícil, com os desafios comuns em casos internacionais, como barreiras de idioma, diferenças nos sistemas jurídicos e o fuso horário. O último contato com a jovem ocorreu em novembro do ano passado, quando, segundo a defesa, Mary Hellen teria conseguido reduzir significativamente a pena após apresentar bom comportamento no sistema prisional, incluindo benefícios relacionados a multas, restando ainda a análise de um último pedido protocolado em dezembro de 2025. A brasileira teria sido beneficiada com perdão parcial em relação à multa, além de outros perdões que reduziram a pena, com previsão de cumprimento total ainda para o início deste semestre.
A defesa informou que a expectativa é de que a pena seja integralmente cumprida ainda em 2026, possivelmente no primeiro semestre. Diante da ausência de informações recentes, a família e a equipe jurídica buscam alternativas para acompanhar o caso com maior proximidade. Uma das medidas em estudo é a contratação de um advogado que atue diretamente na Tailândia, seja de forma particular ou voluntária, com familiares mobilizando recursos para viabilizar a contratação. A defesa também procura um advogado correspondente no país asiático para superar o bloqueio informativo, garantir o acesso aos autos e viabilizar o acompanhamento da fase final do cumprimento da pena.
Segundo a nota, a prioridade no momento é obter informações oficiais que garantam o retorno seguro da brasileira ao Brasil ao fim da pena, cuja previsão continua para este ano, possivelmente ainda neste semestre. A advogada afirmou que continuará adotando todas as medidas jurídicas necessárias para superar a inércia consular e garantir os direitos fundamentais da cidadã brasileira.
O g1 e a EPTV tentaram contato com o Ministério das Relações Exteriores para obter mais detalhes sobre o caso, mas não obtiveram retorno até a última atualização desta matéria.
Relembre o caso: Mary Hellen Coelho Silva foi detida em fevereiro de 2022 com outro brasileiro no aeroporto de Bangkok, com 9 kg de cocaína, droga escondida em compartimentos ocultos em três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros seis quilos. Na época, o Itamaraty informou que, por meio da embaixada de Bangkok, acompanhava a situação e prestava assistência aos brasileiros. A legislação tailandesa, desde o fim de 2021, prevê pena máxima de 15 anos de prisão para o tráfico de cocaína.
Créditos da foto: Arquivo pessoal
Fonte: g1 Sul de Minas
Imagem associada ao texto: Mary Hellen, brasileira presa na Tailândia (sem emoticons)
FONTE: g1.globo.com (caso Mary Hellen, brasileira presa por tráfico na Tailândia)














