O período de chuvas em Minas Gerais, entre outubro e março, foi o mais letal das últimas duas décadas, com 92 mortes e cerca de 14 mil pessoas obrigadas a deixar suas casas.
Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, duas cidades decretaram estado de calamidade pública e outras 204 entraram em situação de emergência, evidenciando a dimensão dos impactos provocados pelos temporais.
A região mais atingida foi a Zona da Mata. Em Juiz de Fora, o volume de chuva fez o Rio Paraibuna transbordar, provocando alagamentos e deslizamentos que deixaram dezenas de mortos. Já em Ubá, o transbordamento do Rio Ubá também causou destruição e mortes.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, as chuvas intensas provocaram enxurradas, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. Houve registro de vítima arrastada pela força da água durante temporal.
Especialistas apontam que o fenômeno La Niña contribuiu para o aumento das chuvas no estado. A tendência, segundo análises climáticas, é de estabilização nos próximos meses, com possível mudança para um cenário de temperaturas mais elevadas.
O cenário reacende o alerta para a necessidade de planejamento urbano e medidas preventivas, principalmente em áreas de risco, diante da recorrência de eventos climáticos extremos.
Crédito da matéria: Redação
Crédito da foto: Corpo de Bombeiros de MG
Fonte: g1
92 MORTES E DESTRUIÇÃO EM MINAS
















