Abandono afetivo: entenda a lei que permite que filhos peçam indenização a pais omissos

Por Dentro De Tudo:

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Uma nova legislação brasileira passou a permitir que filhos acionem a Justiça para pedir indenização por abandono afetivo. A norma reconhece que a ausência de convivência e cuidado durante a infância pode gerar danos emocionais e abre espaço para reparação por danos morais.

O entendimento jurídico reforça que não basta apenas o sustento financeiro. A presença, o acompanhamento e o vínculo afetivo também são considerados deveres legais dos responsáveis. Mesmo em casos em que há pagamento de pensão, a omissão na convivência pode ser questionada judicialmente.

Especialistas apontam que o abandono afetivo é caracterizado por ausência contínua e prejuízos ao desenvolvimento emocional, e não por conflitos isolados ou relações difíceis. Entre as consequências mais comuns estão ansiedade, baixa autoestima e dificuldades em estabelecer vínculos ao longo da vida.

Decisões judiciais já vinham reconhecendo esse tipo de direito antes mesmo da nova lei, mas a regulamentação consolida o entendimento e dá mais segurança para ações desse tipo.

Além da compensação financeira, profissionais destacam que o reconhecimento judicial pode ter impacto importante na reconstrução emocional, ao validar a experiência de quem sofreu a ausência.

O tema também levanta discussões sobre o papel da família e a responsabilidade na criação dos filhos, ampliando o debate sobre o que significa, na prática, cuidar.

Crédito da matéria: Fantástico

Crédito da foto: Reprodução/TV Globo

Fonte: @g1 @showdavida

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