O governo federal atualizou a chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, incluindo 169 novos empregadores flagrados por submeter trabalhadores a condições degradantes. Com a atualização, o total de nomes no cadastro chega a cerca de 613.
Os novos registros resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em diferentes regiões do país. A maioria dos casos envolve atividades como serviços domésticos, criação de gado, cultivo de café e construção civil.
Entre os estados com maior número de ocorrências estão Minas Gerais, São Paulo e Bahia. As infrações incluídas na lista foram registradas entre os anos de 2020 e 2025, após conclusão de processos administrativos sem possibilidade de recurso.
A “lista suja” é divulgada semestralmente e tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização e combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil. Os nomes permanecem no cadastro por até dois anos, podendo ser retirados caso cumpram exigências legais e firmem acordos com autoridades.
Desde a criação do grupo móvel de fiscalização, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores já foram resgatados nessas condições em todo o país.
Crédito da matéria: Redação g1
Crédito da foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT
LISTA SUJA EXPÕE 169 CASOS NO PAÍS















