O governo de Minas Gerais vai implantar um novo modelo de segurança prisional com a criação de seis unidades com regras mais rígidas para detentos considerados de alta periculosidade e ligados a organizações criminosas.
A medida prevê protocolos semelhantes aos adotados em presídios federais de segurança máxima, com foco no isolamento de lideranças e na contenção da atuação de facções dentro do sistema penitenciário. A primeira unidade a adotar o novo padrão será em Francisco Sá, no Norte do estado. As demais devem ser adequadas em até 180 dias, embora não tenham sido divulgadas por questões de segurança.
Entre as mudanças estão a instalação de bloqueadores de celular, visitas restritas e monitoradas, uso de câmeras com reconhecimento facial e maior controle sobre itens permitidos aos detentos. Alimentação e produtos de higiene passarão a ser fornecidos exclusivamente pelo Estado.
As visitas serão feitas de forma virtual ou em parlatórios com interfone, sem contato físico. Advogados também seguirão protocolos mais rigorosos de acesso.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a iniciativa busca reduzir a influência de facções dentro dos presídios e impedir a comunicação externa de criminosos. Atualmente, o estado possui cerca de 72 mil detentos, sendo aproximadamente 5% com ligação a organizações criminosas.
A estratégia também inclui a separação de presos por grupos rivais, com o objetivo de evitar conflitos e interromper a expansão dessas organizações dentro das unidades prisionais.
Matéria: Redação
Foto: BHAZ
Fonte: @bhaz
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