O avanço das doenças respiratórias já impacta o sistema de saúde em Belo Horizonte e Contagem, com aumento expressivo de atendimentos e internações, especialmente entre crianças.
No Hospital Infantil João Paulo II, referência pediátrica na capital, a demanda no pronto atendimento cresceu 65%, com destaque para casos de nasofaringite, bronquiolite, bronquite, asma e otite. As internações também subiram 38% em comparação ao período fora da sazonalidade.
Para enfrentar o cenário, a unidade ampliou a estrutura com novos leitos de UTI e enfermaria, abertura de consultórios e reforço na equipe com a contratação de profissionais da saúde. Há ainda previsão de expansão caso a demanda continue aumentando.
Outros hospitais da rede estadual, como o Hospital Júlia Kubitschek e o Hospital Eduardo de Menezes, também operam com capacidade ampliada e seguem em monitoramento.
Na capital, a alta de casos já era esperada para o período entre março e junho, e, até o momento, não há sobrecarga no sistema. Mesmo assim, a prefeitura mantém um plano de contingência com possibilidade de abertura gradual de novos leitos. A vacinação contra a gripe foi antecipada e está disponível para os grupos prioritários.
Já em Contagem, o cenário é mais crítico. O município decretou situação de emergência em saúde pública após aumento significativo de casos, principalmente entre crianças e idosos. Em 2026, já foram registradas mortes e centenas de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave.
A medida permite ações emergenciais, como contratação de serviços, compra de insumos e ampliação do atendimento nas unidades de saúde.
Matéria: Redação
Foto: Guilherme Pimenta / G1
Fonte: @g1
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