TikTok e saúde mental: como os conteúdos da rede promovem desinformação sobre temas como TDAH, TEA e outros

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Uma análise internacional acendeu um alerta sobre o impacto das redes sociais na saúde mental. O TikTok foi identificado como a rede com maior volume de conteúdos imprecisos ou sem base científica sobre transtornos como TDAH e TEA.

O estudo, conduzido pela Universidade de East Anglia, analisou mais de 5 mil publicações em diferentes plataformas e apontou que até 56% dos conteúdos sobre saúde mental apresentam erros. Em vídeos sobre TDAH, por exemplo, mais da metade continha informações incorretas, enquanto conteúdos sobre autismo também registraram índices elevados de imprecisão.

O problema, segundo especialistas, vai além da informação errada. Muitos jovens utilizam as redes sociais como principal fonte para entender sintomas e buscar possíveis diagnósticos, o que pode levar a interpretações equivocadas, atrasar tratamentos e reforçar estigmas.

Outro fator que contribui para a disseminação de conteúdos enganosos é o funcionamento dos algoritmos, que priorizam vídeos com alto engajamento. Isso favorece a viralização de informações simplificadas, distorcidas ou até falsas.

A análise também mostrou uma diferença relevante entre os conteúdos. Publicações feitas por profissionais de saúde apresentam índice muito menor de erros, mas ainda são minoria nas plataformas.

Especialistas alertam que o consumo de informações sem respaldo científico pode resultar em autodiagnósticos incorretos, tratamentos inadequados e até agravamento de quadros clínicos. A orientação é buscar fontes confiáveis e procurar acompanhamento profissional diante de qualquer suspeita.

Crédito da matéria: Redação

Crédito da foto: Adobe Stock

Fonte: @g1

TIKTOK ESPALHA ERROS SOBRE SAÚDE MENTAL

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