Uma jovem de 25 anos, moradora de Coronel Macedo, diagnosticada com melanoma em estágio avançado, recorreu à Justiça para tentar acesso a um tratamento imunoterápico avaliado em cerca de R$ 80 mil por aplicação, atualmente indisponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
O diagnóstico foi feito após a análise de uma pinta que apresentou mudanças de cor, formato e tamanho. Desde então, a paciente iniciou o tratamento oncológico em hospitais da região, passando por cirurgias e acompanhamento especializado. Com a progressão da doença, o quadro evoluiu para metástase, atingindo outras partes do corpo.
Durante o processo, a jovem chegou a interromper o tratamento ao descobrir uma gravidez. Após o nascimento do filho, retomou os cuidados médicos, mas enfrenta dificuldades para acessar a imunoterapia indicada, que utiliza medicamentos modernos para estimular o sistema imunológico a combater o câncer.
Diante da urgência, ela ingressou com uma ação judicial em março deste ano e aguarda decisão. Enquanto isso, segue em tratamento paliativo, com uso de medicamentos para controle da dor.
A situação mobilizou moradores da cidade, que organizaram campanhas de arrecadação para ajudar no custeio do tratamento e nas despesas pessoais. Entre as ações, uma carreata reuniu amigos, familiares e apoiadores em um ato de solidariedade.
O caso também chama atenção para os desafios enfrentados por pacientes com doenças graves no acesso a terapias de alto custo, muitas vezes disponíveis apenas por meio de decisões judiciais.
Crédito da matéria: G1 Itapetininga e Região
Foto: Maria Eduarda Cardoso/Arquivo pessoal
JOVEM LUTA POR TRATAMENTO CONTRA CÂNCER

















