Dormir tarde durante a semana, acordar cedo e tentar compensar o cansaço no fim de semana pode parecer apenas um hábito comum, mas já é tratado como um fenômeno de saúde. Conhecido como “jet lag social”, o problema tem chamado atenção por atingir a maioria dos adolescentes.
O termo descreve o desalinhamento entre o relógio biológico e os horários impostos pela rotina, como escola e compromissos. Na prática, o corpo funciona em um ritmo diferente daquele exigido no dia a dia, gerando um padrão irregular de sono.
Estudos recentes indicam que mais de 80% dos adolescentes apresentam algum grau desse descompasso. O dado reforça a dimensão do problema e acende um alerta para impactos que vão além do cansaço.
Entre os principais efeitos estão queda no rendimento escolar, dificuldade de concentração, alterações de humor e maior risco de ansiedade e depressão. O quadro também pode afetar o metabolismo e aumentar a probabilidade de problemas como obesidade.
O fenômeno se intensifica na adolescência por uma mudança natural do organismo, que passa a favorecer horários mais tardios de sono. Esse padrão entra em conflito direto com a rotina escolar, especialmente para quem estuda pela manhã.
Além disso, hábitos como uso excessivo de telas à noite, consumo de álcool e pular o café da manhã contribuem para agravar o cenário. A luz artificial e a estimulação constante dificultam o início do sono e tornam os horários ainda mais irregulares.
Especialistas apontam que pequenas mudanças podem ajudar, como manter horários mais regulares, reduzir o uso de telas antes de dormir e aumentar a exposição à luz natural pela manhã. Ainda assim, o episódio levanta um debate mais amplo sobre a organização das rotinas e seus impactos na saúde dos jovens.
Na sua opinião, o horário das aulas deveria começar mais tarde para melhorar o sono dos adolescentes?
ROTINA AFETA SONO DE ADOLESCENTES
Texto: Redação
Foto: Freepik / Divulgação
Fonte: @hojeemdia


















