O governo de Minas Gerais concluiu o leilão que transfere à iniciativa privada a manutenção e a gestão de serviços não pedagógicos em 95 escolas estaduais. O contrato, com duração de 25 anos, prevê que a empresa vencedora receba cerca de R$ 22,3 milhões por mês para executar serviços como limpeza, vigilância, manutenção predial e fornecimento de utilidades.
A medida envolve unidades distribuídas em 34 municípios, incluindo Belo Horizonte, Região Metropolitana e Norte de Minas, atendendo aproximadamente 70 mil estudantes. O projeto prevê investimentos que somam mais de R$ 5 bilhões ao longo do período, incluindo obras de modernização e operação contínua das escolas.
Segundo o governo, a proposta busca aumentar a eficiência da gestão e permitir que diretores e professores foquem exclusivamente nas atividades pedagógicas, sem a necessidade de lidar com demandas administrativas e estruturais. A previsão é que a nova gestão comece a operar nas escolas a partir de junho.
Por outro lado, a iniciativa gerou questionamentos. Representantes de trabalhadores da educação apontam possíveis impactos nos vínculos de emprego e levantam preocupações sobre a continuidade dos profissionais já atuantes nas unidades. O modelo adotado também reacende o debate sobre a participação da iniciativa privada em serviços públicos essenciais.
A discussão coloca em pauta diferentes visões sobre gestão e qualidade na educação pública, além dos impactos diretos para estudantes e profissionais.
PPP EM ESCOLAS GERA DEBATE EM MG
Crédito da matéria: Redação
Crédito da foto: TV Globo/Reprodução
Fonte: @g1minas



















