O consumo de cigarro entre adolescentes voltou a preocupar autoridades de saúde em Minas Gerais. Dados recentes indicam que cerca de três em cada dez jovens já tiveram contato com produtos derivados do tabaco, incluindo cigarros eletrônicos, conhecidos como vape.
Levantamento nacional aponta que quase 30% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentaram dispositivos eletrônicos, enquanto pouco mais de 20% relataram ter fumado cigarro tradicional ao menos uma vez. Em algumas capitais, os índices superam a média nacional.
Especialistas avaliam que o tabagismo voltou a ganhar aceitação social entre os jovens, impulsionado principalmente pelo avanço dos cigarros eletrônicos. Os dispositivos, apesar de proibidos no país, são facilmente encontrados e atraem o público jovem por meio de sabores, odores e aparência discreta.
Profissionais da área da saúde alertam que a exposição precoce à nicotina pode causar dependência mais intensa, além de impactos no desenvolvimento neurológico. Também destacam que os cigarros eletrônicos podem conter concentrações elevadas da substância, aumentando os riscos à saúde.
Outro fator apontado para o crescimento do consumo é a redução de campanhas educativas e a percepção equivocada de que o vape seria menos prejudicial do que o cigarro convencional. Além disso, estratégias de marketing e a influência de conteúdos nas redes sociais contribuem para a popularização do uso.
O cenário também reflete mudanças no comportamento social, com o hábito de fumar voltando a ser visto como comum em determinados grupos, especialmente entre jovens. Especialistas defendem o reforço de políticas públicas, fiscalização e campanhas de conscientização para conter o avanço do tabagismo.
VAPE IMPULSIONA TABAGISMO ENTRE JOVENS
Crédito: Redação
Foto: Flávio Tavares / O Tempo
Fonte: @otempo

















