A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira, 12 de maio, que não há sinais de que o surto de hantavírus ligado ao navio de cruzeiro MV Hondius esteja evoluindo para uma disseminação maior da doença. A declaração foi feita pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva de imprensa em Madri, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Segundo Tedros, no momento não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior, mas ele ressaltou que a situação pode mudar e, devido ao longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas. A OMS informou que o número de casos positivos associados ao surto no navio subiu para 11. Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sob supervisão médica rigorosa, numa tentativa de reduzir o risco de transmissão adicional. A avaliação de risco global, segundo a OMS, continua baixa.
Últimos passageiros deixam navio com casos de hantavírus. Espanha confirma novo caso relacionado ao surto. Uma passageira que havia testado positivo apresentou febre e dificuldade para respirar; ela permanece estável e sem deterioração clínica evidente, segundo o governo. A paciente está entre os passageiros colocados em quarentena após a evacuação do navio. O caso amplia a lista de pessoas infectadas ligadas ao surto no cruzeiro, que já deixou três mortos e levou autoridades de diferentes países a repatriarem passageiros sob protocolos sanitários especiais.
Na Holanda, um hospital universitário colocou 12 funcionários em quarentena preventiva após manipularem sangue e urina de um paciente infectado sem os protocolos reforçados adotados posteriormente. O hospital Radboudumc, na cidade de Nijmegen, informou que o risco de infecção é muito baixo e que o atendimento segue normalmente. A quarentena dos profissionais deve durar seis semanas. Enquanto isso, o MV Hondius iniciou viagem de retorno para a Holanda com 25 tripulantes, além de um médico e uma enfermeira. Todos os passageiros já deixaram o navio, segundo a operadora Oceanwide Expeditions.
O surto começou durante a viagem do MV Hondius, um navio de expedição polar que fazia um roteiro entre a Argentina, a Antártida e ilhas isoladas do Atlântico Sul. Nos últimos dias, autoridades de diferentes países passaram a repatriar passageiros em aviões militares e governamentais após a confirmação de casos da cepa Andes do hantavírus — uma variante rara que, diferentemente da maioria dos hantavírus, também pode ser transmitida entre pessoas em situações de contato próximo. Até agora, três pessoas morreram: um casal holandês e um cidadão alemão. Os casos identificados até agora envolvem passageiros de diferentes países, incluindo França, Espanha e Estados Unidos. O hantavírus é normalmente transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados. A doença pode causar sintomas semelhantes aos de uma gripe inicialmente, mas evoluir para insuficiência respiratória grave em alguns pacientes.
Crédito da foto: REUTERS/Violeta Santos Moura
Fonte: g1.globo.com
Crédito da foto e fonte no final da matéria: Agência Reuters e EFE; via G1.
















