Minas Gerais pode enfrentar aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês até os dois anos de idade, conforme alerta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Dados de boletim epidemiológico apontam que os casos de SRAG entre crianças nessa faixa etária estão em alta em todo o Brasil, impulsionados principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite.
Segundo o boletim Infogripe, divulgado pela Fiocruz, nos últimos 30 dias 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico confirmado para algum vírus foram causados por VSR, seguido por Influenza A (27,2%) e rinovírus (25,5%). As informações são baseadas no Boletim Infogripe 2026, divulgado nesta quinta-feira (14).
A análise indica que, além das crianças, a influenza A continua em ascensão em vários estados da Região Sul, Norte e Sudeste, respondendo por grande parte das mortes por SRAG com exame positivo nas últimas quatro semanas entre os idosos. O documento destaca ainda que dez unidades federativas apresentam situação de alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Outras 14 unidades apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas, incluindo Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, entre outros.
Em resposta, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra agravamentos e óbitos por VSR e Influenza A. A vacina contra gripe, oferecida pelo SUS, protege contra Influenza A e está sendo aplicada com prioridade para idosos, gestantes, crianças menores de 6 anos, pessoas com comorbidades e grupos vulneráveis. A vacinação contra o VSR é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, visando proteger os bebês após o nascimento. Além disso, o SUS disponibiliza anticorpo monoclonal contra o VSR para bebês prematuros, que apresentam alto risco de complicações.
No acumulado de 2026, foram notificados 57.585 casos de SRAG no Brasil, com 45,7% dos casos apresentando confirmação de algum vírus respiratório. O rinovírus foi o mais frequente (36,1%), seguido por Influenza A (26,3%), VSR (25,3%) e covid-19 (7,4%). Em termos de mortalidade, 2.660 óbitos por SRAG foram registrados, com Influenza A representando 39,6% deles, seguidos por covid-19 (26%), rinovírus (21,3%) e VSR (6,4%).
Fonte do texto original: BHAZ — “Minas pode ter aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave em bebês, aponta Fundação” (via link: https://ift.tt/brSHuXK)
Fonte da foto: Agência Brasil (ebc.png/ebc.gif) conforme inserções no texto original.
Fonte publicada: BHAZ, 15 de maio de 2026.



















