O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de uma investigação sigilosa para apurar um suposto desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares destinadas a projetos culturais.
O caso envolve pelo menos R$ 2 milhões em verbas que teriam sido direcionadas a empresas ligadas à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação também tem desdobramentos envolvendo o deputado federal Mário Frias, apontado como produtor executivo do longa.
A decisão foi tomada após novas denúncias encaminhadas ao STF pela deputada Tabata Amaral. Entre os pontos investigados estão possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos para organizações ligadas à produção audiovisual.
Segundo as denúncias, uma ONG teria recebido milhões em emendas parlamentares destinadas por deputados federais do PL. A entidade é presidida por uma empresária ligada à produtora do filme.
Flávio Dino determinou que as novas informações fossem separadas em um processo específico com nível elevado de sigilo.
Nos bastidores políticos, o caso amplia a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e aumenta a repercussão das investigações envolvendo financiamento de projetos culturais e uso de verbas parlamentares.
Até o momento, os envolvidos negam irregularidades.
Você acha que o uso de emendas parlamentares deveria ter fiscalização mais rígida no Brasil?
Crédito da foto: Victor Piemonte/STF
Fonte: O Globo
DINO ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE EMENDAS



















