A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram operações para investigar um esquema de fraudes fiscais que teria causado prejuízos milionários a hospitais filantrópicos, empresas e prefeituras em Minas Gerais e outros estados do país.
Segundo as investigações, os grupos suspeitos ofereciam créditos tributários fraudulentos para quitar dívidas federais com descontos atrativos. O esquema utilizava documentos considerados sem validade fiscal para simular compensações tributárias junto à Receita Federal.
Entre os alvos atingidos está a Santa Casa de Belo Horizonte, que informou ter firmado contrato em 2020 visando reduzir déficits financeiros. Conforme apuração divulgada pela Receita Federal, a instituição teria transferido cerca de R$ 28 milhões acreditando estar regularizando débitos previdenciários. O hospital afirmou que adotou medidas administrativas e judiciais após ser notificado sobre as irregularidades.
As investigações apontam ainda que prefeituras mineiras também aderiram às supostas consultorias tributárias. Municípios relataram prejuízos financeiros após a identificação de compensações consideradas indevidas pela Receita Federal.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema envolvia empresas de consultoria, movimentações financeiras milionárias, uso de empresas de fachada e possível vazamento de informações sigilosas. Mandados judiciais foram cumpridos em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão.
A Receita Federal informou que o monitoramento foi realizado com apoio de sistemas de inteligência e análise de dados para identificar movimentações suspeitas. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção.
As defesas dos investigados citados na reportagem original não haviam se manifestado até a publicação da matéria.
Fonte: O TEMPO
Foto: Flávio Tavares / O TEMPO



















