Uma nova ameaça digital acendeu o alerta no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A preocupação agora não está apenas em documentos falsos ou golpes virtuais tradicionais, mas em comandos ocultos criados para enganar ferramentas de Inteligência Artificial usadas pelo Judiciário.
A técnica, conhecida como “prompt injection”, funciona como uma espécie de armadilha invisível inserida dentro de processos e arquivos digitais. O objetivo seria influenciar a IA na elaboração de resumos, análises e até minutas judiciais.
Segundo o TJMG, criminosos podem esconder comandos em textos invisíveis, caracteres secretos, metadados de arquivos e até em referências aparentemente comuns dentro dos documentos. A intenção é fazer a ferramenta interpretar informações de maneira manipulada, sem que isso fique visível a olho nu.
O alerta foi divulgado pelo Centro de Inteligência da Justiça de Minas Gerais, que classificou a prática como uma nova modalidade de litigância de má-fé digital.
O coordenador do Comitê de Inteligência Artificial do tribunal afirmou que os sistemas já estão sendo adaptados para identificar possíveis tentativas de manipulação e reforçar a segurança contra ataques cibernéticos.
O tribunal também destacou a diferença entre “alucinações” da IA — quando o sistema gera informações erradas por limitação tecnológica — e os chamados prompts ocultos, que seriam ataques intencionais para interferir no funcionamento da inteligência artificial.
A discussão aumenta o debate sobre os limites, riscos e responsabilidades no uso de IA dentro do sistema judiciário brasileiro.
Você acredita que a Inteligência Artificial pode ser totalmente segura dentro da Justiça?
Crédito da foto: Divulgação/TJMG
Fonte: TJMG
TJMG ALERTA SOBRE FRAUDE COM IA

















