Uma pesquisa divulgada no Dia Internacional da Dignidade Menstrual revelou que cerca de seis em cada dez estudantes brasileiras sofrem com cólicas fortes ou moderadas que impactam diretamente a rotina escolar. O levantamento aponta ainda que quatro em cada dez alunas dos ensinos fundamental e médio faltam às aulas mensalmente por causa dos sintomas menstruais.
O estudo foi realizado pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info e ouviu 2.551 estudantes das redes pública e privada de ensino em todas as regiões do Brasil.
A cólica menstrual aparece como o principal motivo das ausências escolares, sendo relatada por 57,7% das entrevistadas. Outros sintomas também foram apontados, como cansaço e dores no corpo (30,1%), dores de cabeça (28%), dor abdominal (20,1%), vergonha ou medo de vazamentos (19,3%) e falta de banheiro ou produtos de higiene (8,2%).
Especialistas alertam que cólicas intensas podem ser sinais de endometriose, doença inflamatória crônica que afeta mulheres em idade fértil e costuma ser subdiagnosticada.
Segundo a ginecologista Roberta Brando, muitas pacientes demoram entre sete e dez anos para receber o diagnóstico correto. “Existe a cólica considerada fisiológica, que não interfere na qualidade de vida, e existe a dor incapacitante, que impede a mulher de estudar, trabalhar ou realizar atividades do dia a dia. Essa precisa ser investigada”, explicou.
A médica afirma que o tratamento da endometriose geralmente é clínico e pode incluir uso de medicamentos hormonais, DIU hormonal, alimentação menos inflamatória e prática de atividades físicas. Ela também orienta mulheres com sintomas persistentes a procurarem profissionais especializados e realizarem exames específicos.
Foto: Reprodução/Pexels
Fonte: Itatiaia
CÓLICA MENSTRUAL FAZ 6 EM CADA 10 ALUNAS FALTAREM À ESCOLA

















