A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países que atendem às regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária reacendeu o debate sobre a utilização dessas substâncias na produção de carne. Com a medida, o Brasil ficará impedido de exportar carne para os países europeus a partir de 3 de setembro deste ano.
Os antimicrobianos são substâncias utilizadas para combater microrganismos como bactérias, fungos, vírus e parasitas. Na produção animal, eles podem ser empregados para tratar doenças, prevenir infecções, controlar surtos em rebanhos e também como promotores de crescimento, quando adicionados à alimentação dos animais para melhorar o desempenho produtivo.
A União Europeia adota uma política de tolerância zero para o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. Segundo especialistas, a principal preocupação está relacionada ao aumento da resistência bacteriana. O uso contínuo e em baixas doses pode favorecer a sobrevivência de bactérias resistentes, tornando mais difícil o combate a infecções tanto em animais quanto em humanos.
Pesquisadores alertam que a resistência antimicrobiana é considerada um dos maiores desafios globais para a saúde pública. Por isso, diversos países têm ampliado as restrições ao uso dessas substâncias na produção animal, buscando reduzir riscos futuros.
A decisão europeia pode impactar diretamente o setor exportador brasileiro e ampliar as discussões sobre práticas de produção, exigências sanitárias e adequação às normas internacionais do mercado de carnes.
Foto: Arquivo Secom-AC
Fonte: G1 Globo / Globo Rural
Instagram:

















