Caso de advogada que morreu ao ser jogada de 8º andar de prédio em BH completa 4 anos sem desfecho

Por Dentro De Tudo:

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Quatro anos após a morte da advogada Carolina França Magalhães, o caso segue sem um desfecho definitivo na Justiça. A vítima morreu em 8 de junho de 2022, ao cair do oitavo andar de um prédio no bairro São Bento, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O acusado pelo crime foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri por feminicídio triplamente qualificado, mas o julgamento ainda não tem data marcada.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso teve uma reviravolta após novas investigações e questionamentos levantados pela família da advogada. Em 2024, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e transformou o então namorado da vítima em réu por feminicídio.

Em outubro de 2025, a Justiça entendeu que existiam elementos suficientes para que o caso fosse levado ao Tribunal do Júri, considerando a possibilidade de o crime ter sido cometido por motivo torpe, contra uma mulher e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. No entanto, o processo segue em fase de recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais antes da definição da data do julgamento.

Em nota, a família afirmou que continua acompanhando cada etapa do processo em busca de justiça. Os familiares destacaram que o caso representa uma realidade enfrentada por milhares de mulheres vítimas da violência de gênero no país e reforçaram a importância de manter viva a memória da advogada.

As investigações apontaram contradições em versões apresentadas pelo acusado e levantaram suspeitas de tentativa de alteração da cena dos fatos. Imagens de câmeras de segurança e laudos periciais passaram a integrar o conjunto de provas analisado pela Justiça.

A defesa do réu afirmou que aguarda a decisão judicial e sustenta a inocência do acusado.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fonte: g1 Minas Gerais

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