O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 eventos adversos considerados mais graves entre pessoas imunizadas. Entre os casos analisados estão três hospitalizações e duas mortes, que agora serão investigadas por especialistas.
Segundo o governo federal, até o momento não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados pela vacina. A suspensão foi adotada como medida preventiva para permitir uma análise mais aprofundada dos registros e seguir os protocolos de farmacovigilância adotados no país.
A investigação será conduzida por um comitê formado por representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do próprio Instituto Butantan. A medida afeta apenas a vacina brasileira e não interfere na aplicação da Qdenga, imunizante da farmacêutica Takeda já utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Incorporada ao SUS em janeiro deste ano, a vacina do Butantan já havia ultrapassado a marca de 500 mil doses aplicadas até maio. O imunizante estava sendo utilizado em projetos-piloto para avaliar seu impacto na redução da transmissão da doença em municípios de diferentes regiões do país.
Entre as cidades participantes está Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, considerada uma das principais áreas de avaliação da estratégia de vacinação em dose única. O município recebeu cerca de 64 mil doses destinadas à imunização de pessoas entre 15 e 59 anos.
O Ministério da Saúde reforçou que a suspensão temporária não invalida a eficácia da vacina nem retira a proteção de quem já recebeu o imunizante. A análise busca identificar possíveis fatores de risco e garantir ainda mais segurança na continuidade da estratégia de combate à dengue.
Foto: BHAZ
Fonte: BHAZ
Instagram:


















