Paixão é química: o que explica o frio na barriga e a euforia dos apaixonados

Por Dentro De Tudo:

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Aquela sensação de frio na barriga ao encontrar alguém especial não existe apenas nos filmes românticos. A ciência explica que a paixão provoca uma verdadeira revolução química no organismo, capaz de acelerar o coração, causar suor nas mãos e até alterar o funcionamento do cérebro.

Estudos apontam que, durante o apaixonamento, hormônios como dopamina, noradrenalina e cortisol são liberados em grandes quantidades. Essa combinação gera prazer, euforia, motivação e excitação, mas também aumenta os níveis de ansiedade e estresse. O resultado é uma mistura intensa de emoções que faz muita gente perder o sono, a concentração e até a noção da realidade.

Pesquisas lideradas pela antropóloga Helen Fisher mostraram que o cérebro de pessoas apaixonadas apresenta alterações semelhantes às observadas em alguns transtornos psiquiátricos. Além do aumento do cortisol, conhecido como hormônio do estresse, ocorre uma redução da serotonina, responsável pela sensação de tranquilidade e bem-estar.

Especialistas explicam que a paixão ativa áreas cerebrais ligadas à recompensa e ao prazer, produzindo um efeito comparado ao de um vício. É por isso que muitas pessoas desenvolvem a chamada “cegueira da paixão”, idealizando o parceiro e enxergando nele características que nem sempre correspondem à realidade.

Com o passar do tempo, porém, a intensidade tende a diminuir. Entre seis meses e dois anos de relacionamento, a química cerebral começa a mudar. A dopamina e o cortisol perdem força, enquanto a oxitocina e a serotonina ganham espaço. É nesse momento que a paixão pode dar lugar ao amor, marcado por vínculos mais estáveis, confiança e tranquilidade.

Para os especialistas, a paixão é apenas uma etapa do relacionamento. Embora seja intensa e transformadora, ela funciona como uma ponte para a construção de conexões mais profundas. No fim das contas, o amor surge quando as fantasias dão lugar à convivência real, com qualidades, defeitos e experiências compartilhadas.

Foto: Freepik

Fonte: G1 Ciência

Instagram: @g1

PAIXÃO EXPLICADA PELA CIÊNCIA

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