Um dos mais importantes acervos arqueológicos do Brasil agora está disponível para consulta pública pela internet. A Coleção Digital Lapinha foi lançada nesta terça-feira (16), permitindo que pesquisadores, estudantes e o público em geral tenham acesso gratuito a aproximadamente 2 mil peças encontradas na região de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A plataforma reúne imagens digitalizadas de crânios, ossos humanos, fósseis de animais extintos, instrumentos de pedra e a coleção dos chamados Machados Lunares, considerada única no país. Todo o material foi catalogado e digitalizado, ampliando as possibilidades de pesquisa, ensino e preservação do patrimônio científico brasileiro.
Atualmente, o acervo físico está sob responsabilidade do Museu Peter Lund, em Lagoa Santa. Segundo os organizadores do projeto, a iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento científico e aproximar a população de uma coleção que guarda parte fundamental da história humana e natural do Brasil.
“O prédio está em restauração, mas o acervo está vivo, digitalizado, bem guardado e acessível para pesquisas e novas descobertas. É um dos poucos museus, talvez o único, que tenha toda a sua coleção de arqueologia digitalizada e disponível na internet”, destacou o professor Luiz Souza, da UFMG.
A disponibilização virtual ocorre em um momento em que o Museu Arqueológico da Lapinha, conhecido como Castelinho, permanece fechado para visitação devido às obras de restauração. Com a digitalização, parte desse patrimônio pode ser conhecida e estudada mesmo durante o período de fechamento do espaço.
Lagoa Santa é referência mundial
Reconhecida internacionalmente, a região de Lagoa Santa abriga alguns dos mais importantes sítios arqueológicos das Américas. As descobertas realizadas desde o século XIX contribuíram para transformar o entendimento científico sobre os primeiros habitantes do continente e continuam sendo objeto de pesquisas no Brasil e no exterior.
Além do Museu Arqueológico da Lapinha, a cidade conta com o Museu Peter Lund, localizado no Parque Estadual do Sumidouro. O espaço homenageia o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, considerado o pai da paleontologia brasileira, e reúne exposições sobre arqueologia, paleontologia, meio ambiente e a pré-história da região.
A digitalização do acervo fortalece a preservação da memória científica nacional e amplia o acesso a um patrimônio que ajuda a compreender a ocupação humana das Américas e a evolução da fauna pré-histórica brasileira.
LAGOA SANTA DISPONIBILIZA NA INTERNET ACERVO ARQUEOLÓGICO COM CERCA DE 2 MIL PEÇAS
Foto: Tripadvisor
Fonte: G1 Minas Gerais

















