O Brasil já confirmou 13 casos de intoxicação por metanol em 2026 e investiga outros 22 registros suspeitos, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), divulgados nesta semana. As autoridades de saúde alertam para os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa e reforçam a importância de procurar atendimento médico diante de qualquer sintoma após a ingestão desses produtos.
O metanol é um tipo de álcool utilizado na indústria química e extremamente tóxico para o organismo humano. Quando ingerido, pode causar danos graves ao fígado, cérebro, medula e nervo óptico, levando a complicações como cegueira, insuficiência renal, insuficiência pulmonar, coma e até a morte.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, foram confirmados 76 casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, resultando em 25 mortes em diferentes regiões do país.
Entre os casos mais recentes está o de um jovem de 22 anos, morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, que morreu após quase dez meses enfrentando graves sequelas causadas pela ingestão de gin adulterado. Segundo familiares, ele sofreu danos neurológicos severos e permaneceu dependente de cuidados constantes até o falecimento.
Outra morte confirmada ocorreu em Querência, no Mato Grosso. Uma mulher de 37 anos procurou atendimento médico após apresentar falta de ar, dores abdominais e mal-estar. Exames periciais identificaram a presença de metanol em seu organismo, confirmando a intoxicação.
Segundo especialistas, os principais sintomas de intoxicação por metanol incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura, visão embaçada, alterações visuais, confusão mental e dificuldade para respirar. O atendimento médico nas primeiras horas após o surgimento dos sintomas é considerado fundamental para reduzir os riscos de sequelas graves e morte.
De acordo com os registros do Sinan atualizados até o início de junho, São Paulo concentra o maior número de casos confirmados neste ano, com seis ocorrências. Pernambuco aparece na sequência, com três casos, seguido por Goiás, com dois registros, além de Bahia e Minas Gerais, com um caso confirmado cada.
As autoridades orientam a população a adquirir bebidas apenas de fabricantes regularizados, observando a presença de lacre de segurança, selo fiscal e rótulos oficiais. Produtos vendidos sem identificação adequada ou com preços muito abaixo do mercado devem ser evitados.
A recomendação é que qualquer pessoa que apresente sintomas após consumir bebida alcoólica procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.
Crédito da foto: Arquivo Pessoal
Fonte: g1


















