Parentes e amigos das vítimas da chacina registrada em uma padaria de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, realizaram um protesto nesta quinta-feira (18) em frente ao fórum da cidade durante a audiência de instrução e julgamento do acusado do crime.
Com faixas, cartazes e pedidos de justiça, os manifestantes acompanharam a movimentação no local enquanto a Justiça ouvia testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu. A audiência é uma etapa importante do processo e servirá para que o Judiciário decida se o acusado será levado a júri popular.
Entre os participantes do ato estava a mãe de uma das vítimas, que afirmou esperar que o investigado responda pelos crimes perante o Tribunal do Júri.
O acusado responde pela morte de três mulheres e pela tentativa de homicídio de uma quarta vítima. Segundo as investigações da Polícia Civil, ele é apontado como autor dos disparos que mataram duas adolescentes e uma mulher dentro de uma padaria no bairro Lagoa.
O caso ganhou grande repercussão em Minas Gerais e ficou conhecido como a “Chacina da Padaria de Ribeirão das Neves”.
Relembre o crime
De acordo com as investigações, o ataque ocorreu quando o suspeito entrou no estabelecimento usando capacete e touca, efetuando diversos disparos contra as pessoas que estavam no local.
Duas vítimas morreram ainda na padaria. Uma terceira chegou a ser socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. Outra mulher sobreviveu ao atentado.
O suspeito foi preso no dia seguinte ao crime, após se envolver em uma outra ocorrência na cidade. Conforme a Polícia Civil, durante as investigações ele teria confessado a autoria dos fatos.
Inicialmente, um adolescente chegou a ser apontado como suspeito e foi apreendido. Posteriormente, a polícia concluiu que ele não teve participação no crime.
Após o encerramento da fase de instrução, a Justiça analisará as provas reunidas para decidir se o acusado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Crédito da foto: Redes Sociais
Fonte: g1 Minas Gerais
Crédito da matéria: g1.globo.com


















